por Tui

As atrações naturais de Punta Cana não estão apenas na superfície. Suas águas oferecem alternativas para esportistas, aventureiros e exploradores.

Depois das florestas tropicais, os recifes de coral são os ecossistemas mais diversificados do mundo. Punta Cana tem quase 20 quilômetros destas estruturas vivas, algumas delas em perigo de extinção. Para descobrir o mundo submarino que se esconde entre os corais, a indústria turística da ilha oferece inúmeras atividades aquáticas ao longo do litoral dominicano. A água cristalina e quente das praias – com uma temperatura de cerca de 28ºC – permite um mergulho à beira-mar, e os ventos alísios do noroeste possibilitam a prática de esportes com prancha.

O esnórquel e o mergulho são as duas atividades aquáticas mais procuradas pelos turistas. Especialmente na ilha Catalina, a 80 quilômetros a sudoeste de Punta Cana, em frente à costa de La Romama, devido a dois dos seus fundos marinhos. El Muro é uma impressionante parede à qual se chega por meio de um leve declive a partir da praia de mesmo nome. Está coberta de coloridas esponjas e corais a menos de três metros e meio de profundidade, formando um ambiente submarino facilmente visitável. No outro fundo, conhecido como aquário, convivem exemplares de raia e peixe-sapo, difíceis de ver em outras zonas.

Para quem prefere atividades mais descontraídas, mas sem perder o contato com a água, na maioria das praias de Bávaro existe a possibilidade de alugar um caiaque ou um catamarã, individualmente ou em grupo. As lagoas da ilha também são indicadas para esse fim, entre elas as de Macao ou Hoyo Azul, em Bávaro. Estas, além disso, são boas para dar um mergulho. Em algumas excursões, também se pratica a pesca esportiva direcionada a exemplares únicos da zona, como o peixe-agulha, o marlim-azul, o “mahi mahi” ou a barracuda. Outras se dirigem ao alto-mar para avistar a impressionante baleia jubarte.

A prática de surfe exige bons ventos e ondulação. Por isso, o ideal é o norte da ilha, onde as marés são mais vivas. Na praia de Macao, encontra-se a Macao Surf Camp. Já em Úvero Alto, a Úvero Alto Surf School – Escuela del Marullo. Esta última tem esse nome porque, na língua local, o som do rebentar das ondas é conhecido como “marulho”. Além da prática de surfe, este centro organiza passeios de stand-up paddle em meio à vegetação da reserva ecológica do Rio Maimon. Ali, pode-se avistar mas de 40 espécies de aves como o gavião, a coruja de face cinza e o falcão de cauda vermelha. Para a prática de kite surf, é melhor rumar para o sul da ilha, já que sua costa oriental está mais exposta ao vento. A escola de referência é a Kite Club Punta Cana, na praia Blanca, onde também se pratica e ensina stand-up paddle.

Os parques aquáticos também são outra opção para conhecer as paisagens e, ao mesmo tempo, experimentar aventuras. Ecoparques como Scape Park, na exclusiva zona de Cap Cana, ou o Manatí Park, em Bávaro, alternam jardins de orquídeas com iguanas, crocodilos ou papagaios, assim como contam com recriações culturais da vida dos tainos – as aldeias originárias do Caribe. Há ainda outros parques temáticos como o Marinarium, em Bávaro, que foram concebidos ao redor de atrações aquáticas para toda a família.

Há opções para todos os públicos. Esta é a sorte que você tem por ter escolhido um destino de paisagens espetaculares, tanto na superfície como mar adentro.

Primeiros habitantes de Punta Cana

Os tainos foram o povo ameríndio que habitava, nos tempos do descobrimento da América, as ilhas Antilhas, nos territórios compreendidos entre o que, hoje, é Bahamas, República Dominicana, Porto Rico, parte de Cuba e Jamaica. Procedentes da Amazônia, a cultura deste grupo estava baseada na produção agrícola e no artesanato, assim como na produção de objetos úteis feitos de barro, madeira, pedra polida, cestas e tecidos de algodão. Entre todos estes objetos, merecem destaque os que são cerimoniais. Os tainos viviam em pequenas aldeias e praticavam a coleta e a caça para complementar a alimentação.

Alvo mais cobiçado

O “mahi mahi”, também chamado peixe-limão ou golfinho dourado, é um peixe de cor azul, verde e ouro que é frequente em águas tropicais e subtropicais. Pode chegar a medir um metro de comprimento. Seu tamanho e beleza fazem dele um dos alvos favoritos dos amantes da pesca esportiva. Poucas capturas provocam tanta emoção nos pescadores como a do “mahi mahi”, pois é um dos mais acrobáticos desta zona. É um peixe gordo com textura firme e carnosa, carne branca e sabor suave, muito versátil do ponto de vista culinário.

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